Fórmula 1 chega a Cingapura com competição aberta e indecisões sobre Honda e McLaren

(Foto: Getty Images)

 

A Fórmula 1 está vivendo nos últimos meses uma grande incógnita entre McLaren e Honda. Isto porque os chefes da escuderia estão insatisfeitos com os motores fornecidos pela empresa japonesa, que causam dor de cabeça desde 2015, quando a montadora retornou para a modalidade automobilística.

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As reclamações começaram com Fernando Alonso, que em boa parte das corridas reclamou da baixa unidade motriz (PU) fornecida pela Honda. Ao lado de Zak Brown, diretor executivo do Grupo McLaren, e Eric Boullier, diretor esportivo, o piloto espanhol espera mudanças no carro, que pode contar com a fim do acordo entre a equipe e a Honda.

Com isso, Brown foi atrás de novos fornecedores da PU, mas recebeu não de Mercedes e Ferrari. Fez contato com a Renault, que em Monza, conversou com os jornalistas sobre a possível parceria. “Podemos fornecer nosso motor (PU) para a Toro Rosso ou a McLaren. Para as duas é impossível”. A Renault tem sua própria escuderia e trabalha com a Red Bull Racing (RBR) e a Toro Rosso (STR).

No entanto, tanto a FIA, presidida por Jean, Todt, e a FOM (Formula One Management), dirigida por Ross Brawn, entraram na discussão a fim de manter a Honda na F1. Os japoneses investem pesado no projeto da McLaren, no quesito de fornecimento de PU, que gera uma economia de 20 milhões de euros (R$ 78 milhões), além de depositar cerca de 70 milhões de euros (R$ 270 milhões) como contribuição no orçamento.

As negociações foram intensas em agosto, e surgiu a possibilidade do PU Honda ir para a STR. O diretor da RBR, Christian Horner, e o representante do dono da Red Bull, Helmut Marko, exigiram as mesmas condições da McLaren: PU de graça e investimento dos 70 milhões por ano. O diretor esportivo da Honda, Masashi Yamamoto, encerrou as negociações e disse, no Circuito Spa-Francorchamps, na Bélgica, que não se associaria a STR.

Dinheiro e investimento

Com a parceria McLaren-Honda perto de acabar, a nova parceria McLaren-Renault estaria mais perto de acontecer, mesmo com a perda de 275 milhões de libras que a McLaren terá com o término com a Honda, entre investimentos e patrocínios. A solução seria buscar novos patrocinadores e continuar a lucrar 550 milhões de euros, por exemplo, que foi o faturamento do Grupo em 2016.

Com o impasse da Renault com a McLaren e STR, o mercado da Fórmula 1 cria uma expectativa para que a Honda não abandone a categoria ou não se sinta excluída pelos diretores. Há quem diga internamente que os acordos estão firmados, mesmo que não esteja nada sacramentado.

Sainz e Alonso

O reflexo disso veio nos pilotos. Carlos Sainz Júnior, de 23 anos, entrou na negociação, já que a Honda pagou a liberação do piloto, estimada em 15 milhões de euros.

O negócio ajudaria a associação de Honda e STR, já que a vaga seria ocupada possivelmente pelo japonês Nobuharo Matsushita, de 23 anos, sexto colocado na F2, e que venceu a prova de domingo em Barcelona e em Silverstone. Mesmo com o valor elevado da contribuição e longe dos 70 milhões de euros investidos na McLaren, internamente, de acordo com apuração do site Globo Esporte, este foi o modelo seguido nas negociações.

Ainda na McLaren, o que se conversa é sobre o futuro de Fernando Alonso. A Williams tem uma proposta para o piloto, mas o salário seria inferior ao que ele ganha hoje na McLaren. A Fórmula Indy o atrai onde, em 2017, Alonso foi assistido pela equipe de Michael Andretti nas 500 Milhas de Indianápolis. Entretanto, o valor investido pela Andretti seria de no máximo 6 milhões de euros (R$ 23 milhões) em sua conta bancária, mais prêmios por conquistas. Seria fácil para Alonso deixar a F1 e ir para a Indy?

De acordo com a reportagem do Globo Esporte, Alonso vê com bons olhos a parceria McLaren-Renault e a tendência é que o espanhol fique na escuderia, uma vez ratificado o fornecimento a PU Renault.

Futuro

O que vemos ainda para 2018 é uma incógnita. Caso Sainz sairia para a Renault e o piloto reserva Pierre Gasly assumiria o lugar, mesmo não sendo visto com bons olhos pela STR, como deixou escapar Marko em uma entrevista. Nem mesmo Danill Kvyat seria um bom nome para liderar a equipe, mesmo com sua ampla experiência.

Em relação ao GP de Cingapura, onde vários anúncios são esperados, os treinos livres começam sexta-feira (15) às 5h30, horário de Brasília.

(Foto: Getty Images)
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