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PEQUENAS INVENÇÕES QUE ESTÃO SALVANDO VIDAS

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Muitas pesquisas custando muito caro estão em andamento para tentar resolver os problemas da humanidade. Mas, às vezes, muito menos pode ser gasto e gerar ótimos resultados.
Algumas pessoas se empenham em tentar mudar o mundo, mesmo não tendo uma grande instituição por trás ou muitos recursos disponíveis.
 O menino que lutou com os leões
richard
Richard Turere, hoje com 16 anos, apresentou no TED em 2013 como ele acabou salvando o gado da família do ataque de leões.
Todas as manhãs, a família acordava para cuidar dos seus bois e se deparava com alguns animais mortos em seu quintal. Eram leões que atacavam os bovinos durante a noite, matandoparte do sustento de sua família. O pior era que a família Turere não era a única sofria com o ataque dos felinos.
O menino queniano, na época com 12 anos, resolveu agir e tentou diversos mecanismos para afastar os leões. O que funcionou com maestria foi um sistema de iluminação utilizando uma bateria velha, lanternas de motocicleta e um interruptor. Simples, mas acabou afastando os predadores e a tecnologia já é utilizada em todo Quênia.
Richard ganhou uma bolsa de estudos na maior universidade do país.
Detectando o câncer
Quando um amigo da família, considerado um tio, morreu com câncer no pâncreas, Jack Andraka ficou desolado. O menino de 13 anos de Maryland, EUA, resolveu entender um pouco mais sobre a doença que deu muita tristeza para a família.
jack
Ao pesquisar na internet, Jack se deparou com uma chocante realidade: 85% dos casos de câncer pancreático eram identificados tardiamente, quando há apenas 2% de chances de sobrevida. Um exame com mais de 60 anos desde a sua invenção que custava cerca de US$ 800 era a provável causa do atraso no diagnóstico, além de sua imprecisão ser enorme.
Jack resolveu buscar uma maneira melhor de diagnosticar esse tipo de câncer. Procurou, na internet, por alguma proteína que estivesse presente em todos os casos, que fosse encontrada em casos iniciais  e que não estivesse presente em grandes quantidades no organismo caso a pessoa não tivesse câncer.
Descobriu a mesotelina, um tipo simples e comum de proteína, mas encontrada em altos níveis quando houvesse câncer de pâncreas. Enquanto estudava sobre anticorpos na aula de Biologia,estudava com livros escondidos embaixo da mesa sobre nanotubos de carbono; Jack teve um insight: juntar a tecnologia de nanotubos para “grudar” anticorpos que reagiriam apenas àquela proteína.
Mandou a ideia dos nanotubos com anticorpos montados em um pedaço de papel para 200 professores de um instituto. Depois de 199 “nãos” recebeu um sim e acabou impressionando vários doutores da instituição que o ajudaram a desenvolver a ideia. O detector de câncer de pâncreas realmente funciona e custa apenas 3 CENTAVOS de dólar.O menino que superou a fomeMalawi é um dos países mais pobres do mundo, muitas pessoas passam por fome, sede, doenças dentre outros maus causados pela pobreza. Em 2005, o FMI chegou a considerá-lo o país mais pobre do mundo.
william
William conta que, quando tinha 13 anos, em 2001, seu país foi devastado por uma onda de fome, pessoas morriam de fome diariamente. O rapaz chegou a deixar a escola por não conseguir pagar a matrícula, sua família de agricultores não conseguia mais produzir por falta de água.
Disposto a continuar aprendendo, mesmo fora da sala de aula, o menino foi para a biblioteca e começou a ler diversos livros, principalmente de física. Um destes livros falava sobre um moinho capaz de bombear água e produzir eletricidade.
A ideia de bombear água inspirou o menino, ele resolveu fazer o seu próprio moinho. Foi até um ferro-velho e juntou um ventilador de trator, um amortecedor, tubos de PVC, um quadro de bicicleta e um velho dínamo de bicicleta, criando um moinho capaz de produzir energia para umalâmpada. Depois evoluiu o experimento para alimentar quadro lâmpadas e um rádio, além de irrigar a plantação do seu pai.
Com o passar do tempo, o moinho conseguiu energia suficiente para sua casa e para os curiosos que vinham recarregar seus celulares, fazendo fila na porta de sua casa.Transformando água suja em água potável

Em muitos dos países mais pobres do mundo, pessoas sofrem com doenças, fome, carência de recursos e falta de água. E foi na falta de água potável que Michael Pritchard focou seus esforços para tentar mudar a vida de muitas pessoas.
Foto: The Guardian.
Milhares de pessoas não têm acesso à água potável. Porém, algumas vezes a água está muito próxima, misturada com bactérias, vírus, lixo, barro e tudo que possa a tornar não consumível por seres humanos e animais.
Em palestra concedida ao TED, Michael Pritchard explica que os melhores sistemas de filtragem, até então, podiam barrar dejetos de até 200 nanômetros (1 nanômetro equivale a um milionésimo de metro). Explica, também, que a menor bactéria conhecida possui 200 nanômetros,
Foto: Life Saver.


o que permitiria que algumas delas acabassem escapando. Pior ainda, os menores vírus possuem 25 nanômetros, passando com facilidade por esses “largos” filtros.

A solução foi a mais simples possível, Michael criou um filtro com poros de 15 nanômetros e o incorporou em dispositivos como a LifeSaver Bottle, uma garrafa com capacidade de filtrar 6 litros de água instantaneamente. Hoje, muitas comunidades já utilizam a LifeSaver e a invenção serviu de ideia para outras ideias para purificar a água não potável.

Estas histórias mostram que não são necessários grandes recursos para que você faça o mundo mudar um pouquinho. Nas palavras de William Kamkwamba: “confie em você e acredite. Não importa o que acontecer, não desista.”

Fontes: Gnomosuco, TED

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Sobre o autor

Paulo Rodrigues

Blogueiro, Arte Finalista, Programador de sites wordpress e colunista de assuntos gerais do site Brasilms.com

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