Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho: O QUE SE SABE ATÉ AGORA

O rompimento de uma barragem da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), nesta sexta-feira (25) deixou um rastro de lama que deixou pessoas desaparecidas e destruiu casas na região.

Veja o que se sabe até agora sobre o rompimento das barragens:

  • O governo de MG, citando informações dos bombeiros, disse que há ao menos 9 mortos. Eles ainda não foram identificados;
  • Foram resgatadas 189 pessoas com vida;
  • O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, diz que os principais atingidos são funcionários da empresa. Eles estavam em horário de almoço, e o refeitório da empresa foi atingido; a empresa informou que havia 427 pessoas no local, e 279 foram resgatadas vivas;
  • 354 pessoas continuam desaparecidas, segundo Corpo de Bombeiros de MG. Vale diz que não conseguiu contato com 413 funcionários;
  • 21 pessoas seguem internadas em serviços de saúde de Belo Horizonte e de Brumadinho;
  • A Vale informou que o rompimento ocorreu na barragem 1 da Mina Feijão – que causou o transbordamento de outra barragem, segundo o presidente da empresa, Fábio Schvartsman;
  • O Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, informou que foram 3 barragens rompidas;

A estrutura da barragem 1, utilizada para disposição de rejeitos, foi construída em 1976 e tem volume de 12 milhões de metros cúbicos;

Já a barragem 6 é usada para recirculação de água e contenção de rejeitos em eventos de emergência. Foi construída em 1998, e tem cerca de 1 milhão de metros cúbicos;

  • O volume de rejeitos é menor do que a tragédia de Mariana. Segundo o presidente da Vale, vazaram 12 milhões de metros cúbicos. Na tragédia de Mariana, há 3 anos, foram 43,7 milhões de metros cúbicos;
  • Quase todas as barragens da Vale no Córrego do Feijão eram consideradas de baixo risco, mas de dano potencial alto. A informação é do Cadastro Nacional de Barragens da Agência Nacional de Mineração;
  • Schvartsman disse à Globonews que o vazamento foi de rejeitos de minério de ferro;
  • Ao menos seis prefeituras emitiram alertas para que população se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba, pois o nível pode subir. Às 15h50, os rejeitos atingiram o rio;
  • Por precaução, o Instituto Inhotim retirou funcionários e visitantes do local;
  • O governo federal constituiu um gabinete de crise para acompanhamento do incidente.

Fonte G1

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https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/01/25/veja-o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-o-rompimento-da-barragem-da-vale-em-brumadinho.ghtml
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